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Universidade Iguaçu – UNIG
Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde – FaCBS
Graduação em Medicina Veterinária
NADYNE PORTUGAL FLORENCIO GOMES
CORREÇÃO CIRÚRGICA DO PROLAPSO BILATERAL DA GLÂNDULA DA
TERCEIRA PÁLPEBRA EM UM CÃO (Canis lupus familiaris):
RELATO DE CASO
NOVA IGUAÇU
2022
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NADYNE PORTUGAL FLORENCIO GOMES
CORREÇÃO CIRÚRGICA DO PROLAPSO BILATERAL DA
GLÂNDULA DA TERCEIRA PÁLPEBRA BILATERAL EM UM CÃO
(Canis lupus familiaris):
RELATO DE CASO
Trabalho de Conclusão de curso apresentado
à Banca Avaliadora do Departamento de
Medicina Veterinária, como parte dos
requisitos necessários à obtenção do título de
Bacharel em Medicina Veterinária, sob a
orientação do Prof. M.Sc. Rômulo Ferreira de
Assumção e co-orientação M.Sc. Juliana
Almenara da Silva Pereira.
NOVA IGUAÇU
2022
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AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus por todas as vezes que me amparou e me
manteve firme em seguir meu sonho. Toda honra e toda glória seja dada ao Senhor.
Aos meus queridos pais, minha mãe Nilza Portugal e ao meu pai Deusedino
Gomes, por nunca terem medido esforços para me ver feliz, e por sempre acreditar
em mim e no meu melhor. Por todo amor e carinho que nunca me faltou, sem vocês
nada seria possível. Tenho em mim muito de vocês.
Agradeço meu namorado Brenner Banes, pelo incentivo, apoio, compreensão
e companheirismo. Obrigada por estar presente nos momentos felizes, por
comemorar as minhas conquistas, e por me amparar nos momentos difíceis.
Agradeço a dona Helid dos Santos, por todo incentivo, apoio, por acreditar e
sempre estar torcendo por mim, para sempre serei grata.
Agradeço ao meu orientador Prof. Dr. Romulo Ferreira, por me aceitar como
orientada, por me manter firme me ajudando a alcançar os meus objetivos durante
minha jornada, e por todo incentivo, paciência, conselhos e puxões de orelha. E a
minha co-orientadora, Dra. Juliana Almenara, por ter permitido que eu acompanhasse
o relato e por toda ajuda e assistência.
Aos meus amigos de turma, por toda troca de conhecimento e vivência durante
o curso. Em especial aos meus queridos amigos Ana Campello, Rebecca Gonzalez,
Michele Plaster, Thiago Tezolin, Beatriz Oliveira e Tamires Labanca, meus parceiros
de estudo, de trabalhos em grupo e, principalmente, da vida. Obrigada pela amizade,
risadas, apoio e ajuda nos momentos difíceis. Sou grata a veterinária por ter permitido
conhecer pessoas tão especiais.
Aos meus professores da universidade, agradeço por todo conhecimento
concedido e por toda dedicação aos seus alunos durante toda graduação.
Agradeço a todos os médicos veterinários que estiveram presentes na minha
trajetória, obrigada pela transmissão de conhecimentos e aprendizados ao longo
destes anos, que me ajudaram e agregaram para que eu me torne melhor a cada dia.
A minha pequena Lili, meu amor em quatro patas, que tantas vezes me fez
companhia, me transmitiu amor e alegria.
A todos aqueles que de alguma forma cruzaram o meu caminho nestes últimos
anos, um enorme obrigada!
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“Porque sou eu que conheço os planos que
tenho para vocês, diz o SENHOR, planos de
fazê-los prosperar e não de causar dano,
planos de dar a vocês esperança e um
futuro.”
Jeremias 29:11
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CORREÇÃO CIRÚRGICA DO PROLAPSO BILATERAL DA GLÂNDULA DA
TERCEIRA PÁLPEBRA BILATERAL EM UM CÃO (Canis lupus familiaris):
RELATO DE CASO
RESUMO
O prolapso da glândula da terceira pálpebra, popularmente chamado de “olho de
cereja”, consiste em uma alteração de anexo oftálmico. Sua ocorrência é
relativamente comum e ocorre com maior frequência em cães jovens e de raças
braquicefálicas, como por exemplo Buldogue Francês, Shih Tzu, Lhasa Apso e Cocker
Spaniel, sendo raro em gatos. A glândula se apresenta como uma massa de tecido
vermelho suave que se projeta na superfície posterior da membrana nictitante. A
protusão da glândula pode ocorrer por trauma, edema ou inflamação, resultando na
sua exposição no canto medial do olho. A extração da glândula pode resultar no
desenvolvimento de um quadro de ceratoconjuntivite seca (CCS), por esta razão
justifica a importância do seu reposicionamento devido a sua grande contribuição na
produção da lágrima. O trabalho irá relatar o tratamento cirúrgico do reposicionamento
da glândula da membrana nictitante bilateral, através da técnica Morgan em uma
cadela da raça Buldogue Francês de um ano e três meses de idade.
Palavras-chaves: Protusão. Buldogue Francês. Ceratoconjuntivite seca. Técnica de
Morgan.
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Figura 18 – Retorno do animal após quinze dias da correção cirúrgica, não
apresentando recidiva da glândula da terceira pálpebra. ..........................................34
Figura 19 – Porcentagem do número de casos abordados......................................37
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................10
2. REVISÃO DE LITERATURA..................................................................................12
2.1 ANATOMIA......................................................................................................12
2.1.1Anatomia da órbita.....................................................................................12
2.1.2Anatomia do sistema ocular.......................................................................13
2.1.3Anatomia do sistema lacrimal....................................................................15
2.1.4Anatomia da terceira pálpebra...................................................................17
2.1.5Anatomia da glândula da terceira pálpebra...............................................19
2.2 FISIOPATOLOGIA DA GLÂNDULA DA TERCEIRA
PÁLPEBRA......................................................................................................19
2.3 SINAIS CLINICOS...........................................................................................20
2.4 DIAGNÓSTICO................................................................................................20
2.5 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL.......................................................................21
2.6 TRATAMENTO................................................................................................21
2.6.1Tratamento clínico.....................................................................................21
2.6.2 Tratamento cirúrgico.................................................................................21
2.6.2.1 Conduta pré-operatória.....................................................................22
2.6.2.2 Técnicas de ancoragem.....................................................................22
2.6.2.1.1 Técnica de kaswan e martin........................................................22
2.6.2.1.2 Técnica de Blogg.......................................................................23
2.6.2.3 Técnicas de bolso..............................................................................24
2.6.2.3.1 Técnica de Moore.......................................................................24
2.6.2.3.2 Técnica de Morgan....................................................................25
2.7 CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS..................................................................26
2.8 PROGNÓSTICO..............................................................................................26
3. RELATO DE CASO................................................................................................28
4. DISCUSSÃO..........................................................................................................34
5. CONCLUSÃO........................................................................................................38
REFERÊNCIAS..........................................................................................................39
APÊNDICE.................................................................................................................44
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11
retirada e sendo reconhecida a sua importância. Através disso, várias técnicas foram
desenvolvidas para a preservação da glândula e sua função (GELATT; GELATT,
2001; DELGADO, 2005).
Sendo assim, o objetivo deste trabalho é relatar o tratamento cirúrgico do
prolapso bilateral da glândula da terceira pálpebra em uma cadela, através da técnica
de Morgan, demonstrando que a técnica continua sendo um procedimento cirúrgico
que não afeta a mobilidade da terceira pálpebra e simples de ser realizada.
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15
com que proporcione um aspecto hidrofílico ao estroma corneano (KIERSZENBAUM;
TRES, 2019).
A membrana de Descemet está localizada logo após o estroma, ela é a
membrana basal secretada pelo endotélio corneano, sendo resistente e elástica, pois
é formada por finas fibrilas de colágeno com propriedades elásticas (MILLER, 2001).
O endotélio é a camada mais profunda da córnea, é formada por uma camada
unicelular que reveste a córnea posteriormente e anteriormente a câmara anterior e
se localiza logo após a membrana de Descemet. O endotélio possui alta atividade
metabólica, as células endoteliais incluem numerosas mitocôndrias e retículo
endoplasmático liso e rugoso (MEEKINS; RANKIN; SAMUELSON, 2021).
E além da córnea possuir várias camadas, ela possui o filme lacrimal pré- corneano localizado anteriormente ao epitélio, revestindo a córnea e conjuntiva que
nutre e fornece oxigênio (MILLER, 2001).
2.1.3 Anatomia do sistema lacrimal
Anatomicamente, o aparelho lacrimal do cão é formado pelos pontos lacrimais,
saco lacrimal, ducto nasolacrimal e canalículos lacrimais (Figura 3) (SLATTER, 2005;
MURPHY; SAMUELSON; POLLOCK, 2013).
Figura 3 – Imagem ilustrativa do aparelho lacrimal do cão (Fonte: adaptação de
SLATTER, 2005)
Os pontos lacrimais superior e inferior possuem formato oval ou em fenda,
localizados na conjuntiva palpebral paralelo à margem palpebral, no canto medial
(GELATT et al., 2021).
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Os pontos irão dar continuidade para os canalículos superior e inferior e os
mesmos se expandem, onde são envolvidos pelo músculo orbicular do olho que se
conectam no canto medial ventralmente, formando o saco lacrimal, posicionado no
osso lacrimal que possui uma leve depressão (MARTIN, 2010).
O ducto nasolacrimal se estende através de um canal ósseo (porção intra- óssea do ducto nasolacrimal), que se localiza na superfície medial do osso maxilar, e
seu final é em um ponto nasal, localizado no meato nasal ventrolateral. Este sistema
de drenagem possui como função a drenagem do filme lacrimal da superfície ocular
para as passagens nasais (GELATT, 2003).
O filme lacrimal pré-corneano, também chamado de lágrima, faz parte do
sistema lacrimal, possuindo papel importante para a integridade da superfície ocular,
sendo formado por três porções: a porção lipídica que é a camada mais externa, a
porção aquosa como camada intermediária e a porção mucosa sendo a camada mais
interna. Ou seja, possui característica de um composto trilaminar, secretada por
diferentes glândulas (Figura 4) (SAMUELSON, 2013).
Figura 4 – Ilustração da composição trilaminar do filme lacrimal (Fonte: MARTIN,
2010).
A porção lipídica é secretada pelas glândulas tarsais, sendo elas a glândula de
Meibônio e de Zeis, sendo uma combinação de lipídeos polares e não polares, ésteres
de cera, triglicérides e hidrocarbonetos e uma pequena porção de fosfolipídeos. São
encontradas de 20 a 40 dessas glândulas por pálpebra, possuindo função de
promover o deslizamento, estabilizar o filme lacrimal, distribuir uniformemente a
lágrima e evitar com que a mesma evapore (ANDRADE, 2020).
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2.6.2.1 Conduta pré-operatória
Não possui necessidade de tricotomizar a área periocular, a menos que haja
outras anormalidades ou para uma melhor visualização, mas ficando a critério do
cirurgião. A área ao redor do olho é limpa com solução de 10% de iodo-povidona. Os
exsudatos são removidos das superfícies da córnea e da conjuntiva com um aplicador
que na sua ponta é envolto de algodão estéril, e a área é irrigada com colírios
lubrificantes ou solução fisiológica estéril (CAPLAN; YU-SPEIGHT, 2015).
2.6.2.2 Técnicas de ancoragem
2.6.2.2.1 Técnica de Kaswan e Martin
A técnica de Kasman e Martin consiste em fixar a terceira pálpebra no periósteo
orbital (Figura 7). Para esta técnica é realizada uma incisão na conjuntiva anterior,
paralelo a borda orbitaria, próximo à porção ventral da terceira pálpebra. É utilizado
um fio monofilamentar inabsorvível 4-0 inserido no periósteo da margem da órbita
através da incisão conjuntival e direcionado para o ponto dorsalmente a glândula,
subindo pela face bulbar da terceira pálpebra. Faz uma sutura cega nos tecidos
periostais, conduzindo para fora da bolsa. Assim, a glândula é ancorada na borda da
órbita através de uma sutura de bolsa de fumo (ou bolsa de tabaco) fazendo com que
englobe toda essa estrutura. A conjuntiva pode ficar aberta ou fechada em padrão
simples separado com fio de absorvível 6-0 (Poliglactina 910) (KASWAN; MARTIN,
1985; PEIXOTO; GALERA, 2009).
Esta técnica sofreu algumas alterações, onde se realizava uma incisão da
conjuntiva anterior próximo a porção ventral seguindo para a base da terceira
pálpebra, Stanley e Kaswan (1994), modificaram a técnica (Figura 8), fazendo uma
primeira sutura na pele estendendo a dissecção subcutânea, assim expondo o
periósteo do osso zigomático, local onde a glândula ancora, utilizando fio inabsorvível
3-0 monofilamentar (STANLEY; KASWAN, 1994; PEIXOTO; GALERA, 2009).
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24
internonasal, dissecando os tecidos episclerais, expondo o músculo obliquo ventral,
fazendo uma segunda incisão conjuntival perpendicular à primeira executada,
expondo assim, a glândula. A sutura passa pela porção ventral da glândula e,
posteriormente, através da origem do músculo oblíquo ventral, reposicionando a
glândula para sua origem anatômica. Sendo assim, a glândula é ancorada no final da
base cartilaginosa do músculo oblíquo ventral (ALBERT et al., 1982; PEIXOTO;
GALERA, 2009).
2.6.2.3 Técnicas de bolso
2.6.2.3.1 Técnica de Moore
Para a técnica de Moore primeiramente é realizado dois pontos de fixação na
terceira pálpebra com auxílio de pinças para expor o face bulbar e a glândula
prolapsada. É realizada uma incisão em elípse circundando a glândula, e este tecido
é levemente escarificado sobrejacente a glândula prolapsada com o auxílio de uma
lâmina Bard Parker no 15. A escarificação é feita para estimular a fibrose conjuntival
e, assim, criar uma cicatriz que irá ajudar a fixar a glândula na sua posição.
Posteriormente é realizado uma sutura simples continua com fio absorvível 7-0 com
uma agulha de corte pequeno. Essa agulha é passada pelo fórnix ventral da
conjuntiva, é retirado um pedaço horizontal de conjuntiva, e assim a agulha é passada
pela conjuntiva, é invertida e introduzida na conjuntiva abaixo da borda principal da
terceira pálpebra, possibilitando que um segundo pedaço horizontal seja removido
paralelamente à margem da terceira pálpebra. Após a agulha ser passada, ela é
novamente invertida e inserida no fórnix ventral da conjuntiva. A agulha é voltada para
o local original de inserção e um pedaço de 4mm é retirado, e a agulha é inserida para
completar a sutura (MOORE; CONSTATINESCU, 1997; PEIXOTO; GALERA, 2009;
SANTOS et al., 2012). No final, aplica-se uma leve pressão sobre a glândula para
baixo com um instrumento cirúrgico sem ponta cortante enquanto a sutura se
aproxima formando uma bolsa. Dois nós são feitos para fixar a sutura, e os nós vão
ser mantidos no fórnix ventral (Figura 9) (MOORE; CONSTATINESCU, 1997;
PEIXOTO; GALERA, 2009).
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30
Povidona iodada7 10% e lavagem do olho com solução fisiológico estéril8
, e em
seguida o animal foi posicionado em decúbito lateral com a face elevada.
A cirurgia foi realizada utilizando a técnica de Morgan. Iniciando com a
utilização do blefarostato (Figura 12) para o afastamento das pálpebras e melhor
visualização da glândula.
Figura 12 – Uso do blefarostato no olho esquerdo para uma melhor visualização da
glândula, durante a cirurgia.
Em seguida foram feitos dois pontos de fixação na extremidade da terceira
pálpebra para facilitar a exposição e posicionamento da porção bulbar da terceira
pálpebra. Foi passado um fio multifilamentar absorvível 5-0
9 com agulha da face
externa para a face interna da terceira pálpebra que será usado posteriormente para
a sutura. Em seguida, foram realizadas duas incisões em elipse na base da glândula,
uma na face bulbar e a outra na face palpebral (Figura 13) com auxílio de uma lâmina
de bisturi de número 15, em um cabo de bisturi número 3, com aproximadamente 1 a
2 cm.
Logo após as incisões foi realizada divulsão com auxílio de uma tesoura
Stevens romba romba, com objetivo de aumentar o espaço subconjuntival formando
uma bolsa, aonde será introduzido a glândula (Figura 14).
7 PVPI Tintura 10% – Vic Pharma by Schülke – Taquaritinga/SP
8 Cloreto de Sódio Solução Injetável 0,9% – Halexistar –Goiânia/GO
9 Fio multifilamentar absorvível 5.0 – Vicryl® – Ethicon – São José dos Campos/SP
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APÊNDICE
APÊNDICE A – Valores do hemograma completo do animal.
APÊNDICE B – Valores da bioquímica do animal.